quinta-feira, 22 de março de 2012

O desafio de apurar uma tragédia familiar

Desde que comecei a fazer reportagem policial (há pouco mais de um mês), hoje foi a primeira vez que fiquei realmente impressionada com uma história. Um jovem de 18 anos matou a ex-namorada, de 15, e depois se matou. A cena é chocante e não me sai da memória. O peso dessa história me carrega a alma e vai ser difícil esquecer. Mas o que mais me entristece é saber que agora há uma mãe sofrendo a perda da filha e que, todas as vezes que ela olhar para aquela varanda, vai lembrar da filha morta. Difícil também é entender o motivo de tal tragédia. A vida de dois jovens encerrada por um motivo tão fútil, o fim de um relacionamento. Não sei se é possível tirar algo bom disso tudo, mas tenho certeza de que essa experiência vai me ajudar a amadurecer na profissão. Apesar da angústia, levo comigo uma lição: quando tiver uma filha, vou tentar protegê-la das garras desses homens transtornados. Eles estão soltos por aí e se disfarçam de bons-moços.

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